home Finanças Pessoal, Investimentos 2015 é dramático para setor imobiliário!! sorte do comprador

2015 é dramático para setor imobiliário!! sorte do comprador

O saldo de 2015 para o mercado imobiliário é desanimador. Segundo Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, de janeiro a setembro deste ano os lançamentos de imóveis no Brasil sofreram queda de 24% e o número de vendas caiu 7% em relação ao mesmo período de 2014 – e a tendência é que os dados fechados de 2015 também apresentem quedas na mesma linha.

Em algumas capitais, o mercado está sofrendo um pouco mais. Em Belo Horizonte, a pesquisa mostra que entre janeiro e setembro os lançamentos caíram 46%, no Rio de Janeiro caíram 48% e em Recife 66%. Mas em algumas cidades chegaram a subir, como em Goiânia, que subiu 26% e Salvador, que subiu 6%

Perspectivas

No evento da Fiabci e do Secovi, que reuniu diretores de empresas do setor imobiliário e presidentes de entidades que representam o mercado, o tom era de completo pessimismo. O comentário de alguns participantes, inclusive, era que a grande adesão ao evento, que tinha como objetivo discutir as perspectivas para o mercado imobiliário em 2016, é um sinal de que a situação não está nada fácil.

O presidente do Secovi afirmou que o cenário deve continuar ruim para o setor. “A mensagem que eu posso deixar para vocês é que os dias não serão fáceis nos próximos dois anos pelo menos”, afirmou.

Ele acrescetou, no entanto, que o mercado imobiliário já está trabalhando para fazer os ajustes necessários. “Hoje o setor está mais maduro para enfrentar a crise. Nós estamos tarabalhando para nos reinventar mais uma vez e buscar nichos de atuação, já que nós temos uma função social importantíssima: abastecer as cidades com habitação e gerar empregos”, disse Bernardes.

 

 

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, compartlha da opinião do presidente da Abecip e também acredita que as restrições dos financiamentos imobiliários devem se manter e podem até piorar, mas o comprador pode, sim, encontrar bons preços de imóveis.

“Nós sabemos que os preços não estão registrando aumento real [alta acima da inflação] e em alguns lugares os imóveis têm até certa perda. Basta observar o noticiário para notar que as empresas estão precisando fazer caixa para pagar dívidas e têm realizado uma série de promoções. Do ponto de vista do comprador, a oferta é muito boa”, diz Petrucci.

 

Compare as taxas dos financiamentos e os preços

Celso Petrucci lembra que em 2010 as taxas médias de juros dos financiamentos imobiliários eram de 7,5% a 8% ao ano e hoje estão em torno de 10% ao ano.

Assim, o desconto no imóvel deve ser bom o suficiente para compensar os juros mais altos, caso o comprador não possa pagar o imóvel à vista. Já se houver recursos suficientes para quitar uma boa parcela do imóvel à vista, então, de fato, o momento é oportuno para compra.

fonte: Revista exame