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Nova revolução industrial vai destruir 5 milhões de empregos até 2020

 

O quanto você está preparado para o futuro? Quais são suas competências atuais? Elas terão lugar dentro do mundo nos próximos anos? Veja matéria abaixo sobre o que esperar para os próximos anos nos campos da ciência, trabalho e vida social!

A quarta revolução industrial, que reúne inteligência artificial, robótica, impressão 3D, nanotecnologia e outras tecnologias, deverá provocar perda lí­quida de cinco milhões de empregos nos próximos cinco anos. Tal perda ocorrerá em 15 grandes economias, incluindo o Brasil, avalia o Fórum Econômico Mundial, na véspera do encontro anual de Davos, nos Alpes suíços.

A atenção internacional está focada na deterioração dos mercados financeiros, no impacto da desaceleração na China, na queda do preço do petróleo ou no risco de uma nova recessão global. Mas o Fórum escolheu como tema central deste ano “Dominar a Quarta Revolução Industrial. Seus organizadores estimam que, entre os inumeráveis desafios que o mundo enfrenta hoje, o mais inquietante é, talvez, a maneira de moldar a nova revolução Industrial.

Inteligência artificial, robótica, impressão 3D, drones, nanotecnologia, biotecnologia, ciência de materiais, estocagem de dados (Big Data) e de energia e outras tecnologias ainda nascentes vão unir os mundos fí­sicos, digitais e biológicos e causar mudanças exponenciais nas economias, sociedades e na maneira de fazer negócios.

 

 

As mudanças são tão profundas que, da perspectiva da história humana, nunca houve um tempo de maior promessa ou potencial perigo, escreve Klaus Schwab, presidente do Fórum e autor de um livro sobre o tema antecedendo o encontro de Davos. Isso pode trazer soluções para muitos problemas no mundo, como riscos para o emprego, ampliação da desigualdade de renda e elevação da cyberdependência.

Ele nota que a quarta revolução se apoia sobre a terceira, igualmente conhecida por revolução digital, e que permitiu proliferar computadores e automação de arquivos de dados. Mas alerta que a nova vaga de transformações difere das precedentes por pelo menos três razões.

Primeiro, as inovações nunca foram difundidas tão rapidamente como agora.

Segundo, a baixa dos custos marginais de produção e o surgimento de plataformas que agregam e concentram a atividade em vários setores aumentam os rendimentos de escala.

Terceiro, essa revolução mundial vai afetar todos os países e terá impacto sistêmico em numerosas áreas.

Um dos maiores impactos dessa nova revolução industrial será logo sentida no mercado de trabalho. Relatório preparado pelo Fórum, com base em pesquisa em 15 grandes economias desenvolvidas e emergentes, prevê a perda lí­quida de 7,1 milhões de empregos até 2020, por causa de redundância, automação ou desintermediação, afetando principalmente certos empregos administrativos. Essa perda poderá ser parcialmente compensada pela criação de 2,1 milhões de empregos em áreas mais especializadas como computação, matemática, arquitetura e engenharia, e também nas áreas de mí­dia e entretenimento.

A expectativa é que trabalhos intelectuais mais repetitivos poderão ser substituídos pela robotização. Schwab acredita que, dentro de 10 anos, o consultor financeiro de um banco será provavelmente um robô equipado de inteligência artificial para aconselhar o cliente a investir.

 

Matéria original e completa no site Jornal Valor